Justiça pronuncia 49 pessoas pela chacina do presídio Urso Branco

O juiz Aldemir de Oliveira, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, pronunciou 49 pessoas por participação direta e indireta na chacina do presídio Urso Branco, ocorrida 1º de janeiro de 2002, quando foram executados 27 apenados. O caso teve repercussão mundial o que levou Rondônia a ser denunciado na Corte Internacional de Direitos Humanos, nos Estados Unidos.

Dentre os pronunciados que vão sentar no banco dos réus estão os agentes penitenciários Rogelio Lucena, Weber Jordano Silva, Edilson Pereira da Costa e outros 43 apenados responsáveis diretamente pela matança. As vítimas foram execução a golpes de chuchos pelos rivais dentro das celas durante a chamada rebelião do `Reveillon´. À época, Rogelio Lucena, Weber Jordano e Edilson Pereira da Costa, eram, respectivamente, Gerente do sistema penitenciário; Diretor da Penitenciária Dr. José Mário Alves da Silva; Edilson, Diretor de Segurança da Penitenciária Dr. José Mário Alves da Silva.

Na sua sentença de pronúncia, o magistrado narra uma série de irregularidades administrativas que eram praticadas pela anuência da administração do presídio até o dia fatídico que o Estado conheceu uma de suas maiores tragédias. Ele citou por exemplo a presença de presos ´celas-livres´, apenados que eram alheios ao controle da administração prisional, tráfico de armas, drogas, confronto de grupos rivais e fugas rotineiras.

De acordo com o magistrado, a desorganização era tamanha que também existiam os ´presos seguro´, apenados ameaçados de morte e que tinham débil garantia de vida. Somado ao caos instalado, o problema se agravava ainda mais com a superlotação. Tudo isso propiciou para que os presos do seguro se tornassem presas fáceis. A animosidade entre os oponentes, a desorganização e a falta de comando culminaram para a tragédia.

Na sentença, vários acusados na fase de instrução acabaram sendo impronunciados como foi o caso dos tenentes-coronéis Itaí Garret e Vitor Paulo e os coronéis Lino Aguiar e Abimael Araújo. Um dos presos que foram impronunciados é o homicida Edinildo de Paula, vulgo Birrinha, que já foi considerado o Rei do Urso Branco. O juiz considerou que a Polícia Militar não teve culpa no acontecido, uma vez que se houvesse uma incursão da PM dentro do presídio, a tragédia poderia ter sido pior. Quanto aos agentes, eles teriam feito a transferência dos presos do seguro para os pavilhões.

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PF apreende 27 quilos de cocaína em Fusca na BR-364

Policiais federais apreenderam na tarde de quarta-feira (11.02), em Porto Velho, 27 quilos de cocaína. A droga estava sob o poder do casal Fabrício Alves de Araújo, 28, natural de Belo Horizonte (MG) e Elzeni Alves Coelho, 21, moradora da cidade de em Ji-Paraná, para onde a cocaína estava sendo levada.

O casal foi interceptado numa barreira montada no quilômetro 48 da BR-364, sentido Porto Velho/Guajará-Mirim. O forte cheiro de cola chamou a atenção dos policiais que levaram o casal para uma revista minuciosa na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Porto Velho.

Durante a revista, os policiais encontraram a droga no banco do veículo Fusca que estava sendo conduzido por Fabrício. A quantidade de droga apreendida seria suficiente para transforma-la em 100 quilos, destinada ao comércio de entorpecente, segundo os agentes da Polícia.

A droga, segundo informação da PF, foi adquirida em Guajará-Mirim de um traficante conhecido apenas como “Chancho”. Os dois foram indiciados no art. 33, da Lei 11.343/2006 (tráfico de drogas) que prevê pena de 5 a 15 anos de prisão. Fabrício está preso no Urso Branco, e Elzeni no presídio feminino de Porto Velho.

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